Você cuida da sua flora intestinal?

por Nutricionista Mírian Valério - CRN2 7012P

flora

Atualmente a preocupação com o intestino preso tem se emancipado na mídia, estimulando as pessoas, de alguma forma, a possuírem um intestino com funcionamento regular. Porém um intestino regular não é sinônimo de flora intestinal saudável, já  que muitos métodos usados para estimular a evacuação são altamente destruidores da nossa flora intestinal e o seu uso contínuo pode trazer consequências graves, como a entrada de germes oportunistas e até mesmo o câncer de intestino, já que os movimentos peristálsticos acabam sendo desestimulados com o uso do laxante. Com isso acaba se tornando um ciclo vicioso, e a busca por alternativas para fazer o intestino funcionar fica frequente, agravando os episódios de constipação.

Além disso, a destruição da flora intestinal pode ser acarretada pelo consumo excessivo de alimentos processados em relação aos alimentos crus, o uso de antiinflamatórios, bem com o uso de drogas ou ervas laxativas, que são comumente usados nos episódios de mal funcionamento do intestino, que em sua maioria está relacionado ao estilo de vida: dieta inadequada, sedentarismo e pouca ingesta de água. Os fitoterápicos laxativos, visto por muitos de forma positiva, por considerarem naturais, como é o caso do chá de sene, também são altamente agressores da microbiota intestinal.

Tratamentos de patologias com  uso  de antibióticos orais, podem acarretar em danos na flora intestinal, pois a ação dos antibióticos é destruir as bactérias causadoras da doença, mas ainda não são inteligentes a tal ponto de identificar quais as bactérias são prejudiciais a aquele organismo, com isso as colônias de bactérias benéficas para a saúde acabam sendo destruídas.

Mas afinal, o que é a flora intestinal?

A microbiota ou flora intestinal são cerca de  100 trilhões de bactérias, com 100 variedades em média. Elas participam da digestão, absorção e síntese de ácidos graxos de cadeia curta, vitaminas B e K. Contribuindo também, na redução de moléculas de colesterol e exercendo um importante papel preventivo para a saúde,  pois elas favorecem a prevenção de diversas infecções intestinais, ajudam a eliminar toxinas, melhoram o aspecto da pele e estimulam o sistema imunológico. Mas para que ela cumpra com seu propósito é necessário que elas se mantenham em equilíbrio e a alimentação se torna fundamental neste processo.

Algumas substâncias alimentares não digeríveis no trato gastro intestinal superior, ao atingirem o cólon são metabolizadas e promovem o crescimento da microbiota intestinal benéfica, tais substâncias são chamadas de prebióticos, presentes em alimentos ricos em fibras e nos frutooligossacarídeos (FOS), como cebola, alho, alguns grãos e mel. Além delas ajudarem na manutenção da flora intestinal elas auxiliam no trânsito intestinal e na consistência normal das fezes, prevenindo a constipação.

Há também outra classe de substâncias, chamadas probióticos, que contém bactérias vivas que produzem efeitos benéficos, favorecendo a flora intestinal, presentes em alguns iogurtes e leite fermentados, as bifidobacterium e lactobacillus favorecem a síntese de vitaminas do complexo B, aumenta o valor nutricional de certos alimentos e ajudam no controle do colesterol.

Então se você exagerou nos produtos laxativos ou passou por algum tratamento com antibiótico e afins, trate-se de recompor  a sua flora intestinal, com auxílio dos alimentos probióticos e prebióticos, lembrando que evitar a ingesta de líquidos durante as refeições contribuí para que as bactérias nocivas não se proliferem, pois os líquidos mudam o PH do sistema digestivo.

Fonte:  ANutricionista.Com - Mírian Valério - CRN2 7012P - Nutricionista em Rio Grande.

SCHNEIDER, Aline Petter. Nutrição Estética. São Paulo: Ed. Atheneu, 2009.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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