Você conhece os tipos de arroz e suas diferenças?

por Nutricionista Francis Moura Santos - CRN5 3243/P

arroz-preto

Arroz com feijão, casadinha perfeita para fornecer aminoácidos essenciais para o nosso organismo. O arroz é um cereal básico na alimentação de vários povos. Grão da Oryzia sativa, tem sido utilizado não somente na casadinha com o feijão, como também para o preparo de farinhas utilizadas em bolos, mingaus, doces e massas. Também pode ser utilizado no preparo de bebidas como aguardente e saquê.

Mas com tantos tipos de arroz no mercado, como saber qual deles é melhor levar para casa para fazer aquele risoto ou o arroz do dia a dia? Vamos conhecer um pouco mais sobre cada tipo de arroz:

  • Arroz Polido: também conhecido como arroz branco, este é o arroz mais consumido no dia a dia. Não é um dos mais nutritivos, pois ao passar pelo processo de refino perde boa parte de suas fibras e vitaminas, porém é uma boa fonte de carboidratos e proteínas. Seus grãos podem ser curtos e redondos ou médios e longos. O grão curto e redondo tende a empapar e é melhor empregado do preparo de arroz doce ou do arroz tradicional da culinária oriental. O grão médio não empapa como o grão curto e pode ser utilizado em preparações doces ou salgados, sendo bastante utilizado no preparo de risotos. Já os grãos longos é mais utilizado nas preparações salgadas, sendo bastante utilizado para fazer o arroz branco comum.
  • Arroz Parboilizado: é o arroz, em geral de grão longo, que passa por um processo de cozimento sob pressão, antes de ser beneficiado, a umidade e a pressão fazem como que ocorra a gelatinização do amido e migração dos nutrientes para o centro do grão. Tem como vantagens um maior valor nutritivo, principalmente uma maior concentração de vitaminas do complexo B, e um maior rendimento.
  • Arroz Selvagem: apesar do nome, a botânica não considera como um arroz, sendo assim, um “falso” arroz. Na verdade é uma gramínea aquática, de longas sementes escuras com elevado valor nutritivo. Rico em proteínas, minerais e vitaminas do complexo B. Após cozido tem um sabor que se assemelhar bastante ao de nozes. Devido ao seu alto custo, tem sido bastante associado ao arroz integral nas preparações, porém é ideal como salada e acompanha  muito bem carnes e aves.
  • Arroz Integral: no beneficiamento, o grão tem removida apenas a casca, permanecendo o farelo, que é uma fina película onde se concentram os nutrientes e que fica entre a casca e o grão do arroz. É um tipo de arroz mais nutritivo do que o arroz branco, rico em fibras, proteínas, vitaminas e minerais. As fibras desse tipo de arroz são importantes para a regularização do trânsito grastrintestinal, sendo indicado para as pessoas que sofre com prisão de ventre.
  • Arroz Arbório: trata-se de uma variedade de arroz italiana, com grãos grossos, redondos e brancos. Possui uma maior concentração de amido, o que deixa o arroz mais cremoso e por isso o torna ideal no preparo de risotos.
  • Arroz Negro (ou Preto): bastante conhecido na China, aqui no Brasil ele ainda é um desconhecido de muitos. Trata-se de um arroz rico em fibras e igualmente rico em vitaminas e minerais. De sabor amendoado, acompanha bem pratos à base de peixes e carnes, podendo ser consumido também na forma de saladas.
  • Arroz Malekizado: também considerado como arroz semi-integral, onde o grão com casca passa por um processo de maceração com água fria por três dias e é submetido a altas temperaturas (600°C a 700°C), em seguida é desidratado e descascado, onde é retirado a cutícula e o gérmen. Esse processo faz com que boa parte dos nutrientes sejam preservados no interior do grão, atribuindo ao grão um maior valor nutricional.

Agora que já conhecemos os vários de tipos de arroz é só escolher o seu e Bon Appetit!

Fonte:  ANutricionista.Com - Francis Moura Santos - CRN5 3243/P - Nutricionista em Salvador.

PHILIPPI, Sonia Tucunduva. Nutrição e técnica dietética. 1. ed. Barueri, SP: Manoel, 2003.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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