Qualidade de Vida: Nutrição e Atividade Física

por Nutricionista Perla Menezes Pereira - CRN3 14198

A humanidade vive, na atualidade, o paradigma de aumento da longevidade e relacionado a ele, a questão do bem-estar e do tempo livre. O aumento da expectativa de vida leva as pessoas a analisar e programar a qualidade de vida que desejam ao longo dos anos. E, ao fazerem essa análise, deparam-se também com o padrão da alimentação e com o nível de atividade física como moduladores da saúde e da melhor qualidade de vida.

Qualidade de vida é um termo que pode denotar saúde, promoção de saúde, prevenção de doenças entre outros. Mas o mais importante é apreendermos que sua principal característica é o seu caráter subjetivo, ou seja: a qualidade de vida depende da percepção de cada pessoa, sendo percebida a partir de experiências individuais. Não vamos discutir os parâmetros sociais, psicológicos ou mesmo culturais da qualidade de vida – partiremos, sim, para a vertente de saúde e estilo de vida como definidores da qualidade de vida.

A nutrição é fundamental para a prevenção, o tratamento de doenças e está estritamente relacionada aos hábitos e ao estilo de vida. O mesmo pode ser afirmado quanto à atividade física. Por exemplo, a obesidade e outras doenças metabólicas, as demências, os cânceres e outros possuem como fatores desencadeantes a má alimentação e o sedentarismo, segundo os estudos. Somado a isso, o envelhecimento é outro fator de risco para o aparecimento e desenvolvimento de doenças, as quais sempre contam com o componente nutricional para se desenvolverem.

Como forma de prevenir o desenvolvimento de doenças e alavancar a qualidade de vida no decorrer dos anos, a adoção de algumas medidas estratégicas é importante.

  • Manter o peso saudável;
  • Manter a dieta saudável, ou seja, rica em nutrientes para a idade e estado fisiológico;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Não fumar;
  • Tomar bebidas alcoólicas com moderação;
  • Dormir bem e respeitar o ritmo do sono;
  • Respeitar os limites físicos e mentais – repouso para restabelecer as energias;
  • Controlar certos fatores desencadeantes de estresse no dia a dia.

Tanto a dieta equilibrada (para idade, sexo, estado fisiológico) quanto a atividade física regular, programada ou não programada, promovem alterações neuroquímicas e hormonais (endorfinas, serotonina, dopamina etc) que atuam modulando a sensação de bem-estar e prazer. Dessa forma, há o controle da produção de radicais livres e das citocinas inflamatórias, os órgãos e sistemas funcionam melhor e também o envelhecimento ocorre em direção à maturidade saudável, além da redução dos gastos em saúde pública para o tratamento de doenças.

Essas medidas comportamentais parecem fáceis, pois norteiam medidas simples, mas quando a dieta e a atividade física estão em discussão, precisamos pontuar a variável motivação como propulsora da tomada de decisão pela mudança. Não é fácil mudar e não é fácil reconhecer a necessidade de mudança – só a pessoa motivada assimila a informação, a transforma em conhecimento e cria oportunidades para tornar seu estilo de vida mais saudável. Assim, é claro o entendimento de que o excesso de peso; o sedentarismo; a ingestão exagerada de gorduras e sódio; a ingestão baixa de vitaminas, minerais e fibra reduz a qualidade e a expectativa de vida, por exemplo, mas o nível motivacional é que reponde a essa necessidade. É justamente no incentivo e na criação de estratégias motivacionais para a dieta e hábitos saudáveis que a atuação do nutricionista se torna importante e por que não dizer, imprescindível.

Fonte:  ANutricionista.Com - Perla Menezes Pereira - CRN3 14198 - Nutricionista em Ribeirão Preto.

Referências Bibliográficas:
OGATA A; SIMURRO S. Guia Prático de Qualidade de Vida. Ed Campus, 2010.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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