Osteoroporose e Osteopenia

por Nutricionista Bianca Dena Alvarez - CRN8 6797

São doenças silenciosas dos ossos, não aparecem dor, nenhum desconforto ou alteração fácil de ser notada, muitas vezes só descobrimos que estamos com algum problema quando a doença ja progredio. Assim acontece com o osteoporose: a doença apresenta poucos sintomas e muitas vezes só é diagnosticada quando sofremos uma fratura.

A osteopenia, é a diminuição da massa óssea, causada pela perda do cálcio, podendo ter como consequência, a osteoporose.

A Osteroporose, podemos dizer que acorre a redução progressiva da densidade da massa óssea (matriz e mineral), de tal forma que os ossos afetados se tornam porosos, frágeis e predispostos a fraturas. O diagnóstico é baseado no exame de desintometria óssea.

A orientação nutricional deve considerar fatores precipitantes como uso excessivo e prolongado de anticonvulsivantes e corticóides; deficiência de lactase; baixo consumo de fontes de cálcio ou má absorção de cálcio e sedentarismo. A dieta deve garantir quantidade e biodisponibilidade de nutrientes associados à composição óssea como cálcio, vitamina D e frutas cítricas, bem como fitoestrógenos que atuam de forma semelhante ao estrogênio humano, mantendo a composição óssea. De igual importância, os alimentos que contêm substância que atrapalham a adequada absorção ou aumentam a excreção de cálcio no organismo devem ser controlados.

Como o tecido ósseo é vivo e está em constante atividade durante toda nossa vida, contém cálcio, colágeno e outros minerais. O osso velho é destrubuido por células denominadas osteoclastos e reposto pelas reconstrutoras, os osteoblastos. Até os 35 anos de idade, há equilibrio entre os processos de destruição (reabsorção) e de formação, mas, após essa idade, a perda óssea aumenta gradativamente, como parte do processo natural de envelhecimento.

Diversos fatores (físicos e ambientais) podem aumentar o risco de osteoporose. Os principais são:

1) Sexo: mulheres, pois têm osso mais leves e finos, além da falta de produção de hormônio estrógeno na menopausa,

2) Idade: o processo natural de envelhecimento reduz a velocidade de reposição de novas células ósseas pelo organismo.

3) Histórico Familiar: fator genético a osteoporose, por isso quem tem familiares que já apresentaram a doença está mais sujeito a desenvolvê-la.

4) Raça: risco maior em mulheres de origem caucasiana ou asiática. Afrodescendentes e latinos têm menor ricos.

5) Tamanho do corpo: pessoas com baixa estatura e baixo peso têm maior propensão a desenvolver osteoporose.

6) Estilo de vida: dieta pobre em cálcio, falta de vitamina D, sedentarismo, uso de bebidas alcoólicas e cigarro aumenta o risco.

Preferir:

- alimentos ricos em Vitamins D: peixes, óleo de fígado de bacalhau, fígado de galinha, manteiga;

- alimentos ricos em cálcio: ovos (1 por dia), brócolis, couve, couve-flor, soja, amêndoas, sardinha, leite e derivados;

- frutas cítricas (laranja, kiwi, acerola, limão) junto a alimentos ricos em cálcio;

- banho de sol até 10h da manhã ou após 16h;

- alimentos ricos em fitoestrógenos: proteína de soja, amêndoas, castanha-de-caju, castanha-do-pará, nozes, repolho, brócolis, couve-flor, rabanete, leguminosas.

Evitar:

- excesso de proteína;

- excesso de sal/sódio;

- excesso de gordura;

- alimentos ricos em fósforo: aveia, levedo de cerveja, produtos industrializados com aditivos à base de fosfato;

- bebidas alcoólicas;

- alimentos ricos em cafeína: café, chá mate, chá preto, refrigerantes à base de cola, guaraná natural;

- alimentos ricos em ácido oxálico: chocolate, espinafre, morango, beterraba, farelo de trigo.

Se você ou alguem da sua familia apresenta algum desses sintomas, procurar sempre um médico e uma nutricionista para melhor avaliação da dieta.

Fonte:  ANutricionista.Com - Bianca Dena Alvarez - CRN8 6797 - Nutricionista em Maringá.

LEÃO LSCS, GOMES MCR. Manual de Nutrição Clínica. Editora Vozes:Petrópoles/RJ, 8ª ed, 2008.

VARGAS DM, RIGOTTE T, GUTZ C, LOBE MC, FERNANDES J. Mineralização óssea em crianças e adolescentes com diabetes melito tipo 1. J Pediatr, vº3, nº 79, 2003.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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