Os chás derivados da Camellia sinensis

por Nutricionista Francis Moura Santos - CRN5 3243/P

A Camellia sinensis é a planta que dá origem aos chás branco, verde, preto e Oolong. O chá verde é muito popular na cultura oriental, passando a ser consumido no ocidente devido as suas propriedades de melhorar a saúde e emagrecimento. Atualmente cerca de 2/3 da população mundial consome o chá, sendo produzidos cerca de três bilhões de kilograma de chá por ano. Estima-se que o consumo per capita ao redor do mundo é de 120 ml de chá produzido por dia.

A Camellia sinensis passou a ser bastante estudada pelos cientistas devido sua composição. Rica em compostos como catequinas, bioflavanóides e taninos, que confere ao chá verde uma boa atividade como antioxidantes, a Camellia sinensis ajuda no combate dos radicais livres, auxiliando na prevenção de diversas doenças, entre elas o câncer.  O chá proveniente desta planta, também é rico em magnésio, potássio, ácido fólico, vitaminas C, K,  B1 e B2, que são importante para o funcionamento do nosso organismo.

O que diferencia os chás encontrados no mercado atualmente é a forma como estes são produzidos. O chá verde representa cerca de 90% da produção chinesa, produzido a partir das folhas da Camellia sinensis que são colocadas no vapor e em seguida passam por um processo de secagem. Essa forma de produção do chá faz com que os ingredientes não sejam oxidados, mantendo assim o bom potencial antioxidantes da planta e preservando seus nutrientes.

O chá preto constitui cerca de 90% da produção da Índia, onde as folhas da Camellia sinensis passam por várias etapas de processamento, dentre elas a fermentação, que consiste em uma ação enzimática de flavonóis e teaflavinas.

O chá Oolong é produzido pela oxidação parcial das folhas da Camellia sinensis, o que ocorre com a ação da enzima polifenol oxidase, presente na folha da planta. É o mais consumido na região sul da China, e por paroximadamente 2% da população mundial, enquanto o chá verde é consumido por 22% da população mundial e o chá preto por 76% a 78% da população mundial, sendo mais difundido nos paises ocidentais.

O chá Branco, proveniente dos brotos e flores da Camellia sinensis, contém uma quantidade menor de cafeína e um sabor mais delicado. Entretanto, possui uma quantidade maior de polifenóis, o que confere ao chá propriedades semelhantes ao chá verde, porém mais pronunciadas. Para fazer uma infusão, são necessárias duas colheres de chá da erva para um xícara de água quente.

Mas qual desses chás eu devo tomar? Isso vai depender dos seus objetivos. Por isso, é importante a consulta a um profissional habilitado para que este prescreva o melhor chá para cada situação. Lembrando que os chás podem sim, ter efeitos indesejados. O chá verde, por exemplo, é contra-indicado para pessoas hipertensas e com hipotireoidismo, devendo ser usado com cautela por pessoas com Glaucoma.

Também importante, é a forma como o chá é preparado. O chá verde, por exemplo, deve ser preparado com água mineral (de boa fonte) fervida em panela de vidro (de preferência) de forma que a água não entre em ebulição. Em seguida, as folhas secas devem ser colocadas em uma xícara de porcelana (ou cerâmica) branca por dentro. Coloca-se a água na xícara, espera cerca de 5 minutos com o recipiente abafado, e em seguida coa o chá com uma peneira, de preferência que seja de inox. O chá deve ser bebido assim que preparado para manter suas propriedades terapêuticas.

Fonte:  ANutricionista.Com - Francis Moura Santos - CRN5 3243/P - Nutricionista em Salvador.

KHAN, N.; AFAQ, F.; MUKHTAR, H. Cancer Chemoprevention through dietary antioxidants: progress and promisse. Antioxidants & redox signaling. vol. 10 (3), 2008. p.475-510.

KALUF, L. de J. H. Fitoterapia funcional: dos princípios ativos à prescrição de fitoterápicos. São Paulo: Valeria Paschoal Editora ltda., 2008.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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