Obesidade e Cirurgia Bariátrica

por Nutricionista Bianca Dena Alvarez - CRN8 6797

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Atualmente as pessoas vivem se perguntando: fiz dieta, tomei medicamento e continuo engordando? Isso pode ser devido ao fracasso do tratamento medicamentoso ou até mesmo da dieta. Nos dias atuais, a Obesidade é vista como um problema de saúde pública  atingindo todas as faixas etárias e grupos socioeconômicos e relacionada a vários tipos de doenças não transmissíveis e acúmulo de tecido adiposo. Para falar de Cirurgia Bariátrica, no entanto, temos que saber sobre Obesidade. Ela é determinada pelo IMC (índice de Massa Corporal), que é obtido pelo peso em quilogramas dividido pela altura em metros ao quadrado, onde a Obesidade enquadra-se entre 30 e 34,9 kg/m² (classe I), 35 e 39,9 kg/m² (classe II), e mais de 40 kg/m²(classe III, “obesidade extrema”), mais de 50 kg/m² (classe IV, “superobesidade”), ou mais de 60 kg/m² (”supersuperobesidade”).

Pelo fato da Obesidade ser uma doença crônica de causa multifatorial, autores relatam que o tratamento envolve muitas intervenções, como: nutricional, medicamentos antiobesidade e a prática de atividade fisica, no entanto, várias pessoas não respondem a essas intervenções. Nesse caso entra a Cirurgia Bariátrica como um auxílio na condução clínica de alguns casos de obesidade e vem crescendo nos dias atuais. Pessoas ‘candidatas’ para a realização do tratamento dessa cirurgia são: pessoas que possuem o IMC maior que 40 kg/m² ou com IMC maior que 35 kg/m² associados à doenças como: hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia, apnéia do sono e etc.

Os principais benefícios dessa cirurgia incluem a perda e manutenção de peso ao longo prazo, melhora ou controle das doenças associadas a Obesidade, com consequente melhora na qualidade de vida dessas pessoas; a redução da ingestão calórica e da absorção de nutrientes são os princípios básicos na Cirurgia Bariátrica.

A cirurgia para o tratamento da Obesidade vem sendo utilizada a mais de 50 anos, onde a mais utilizada é a do tipo Fobi-Capella em Y de Roux onde é um técnica mista, ou seja, restritiva e desabsortiva. O restritivo é quando um pequeno reservatório gástrico é criado com o objetivo de diminuir a ingestão de muitas calorias de uma vez; e o desasortivo, onde há também um desvio de intestino delgado (bypass intestinal), objetivando a redução das calorias absorvidas.

Autores enfatizam que a cirurgia também tem seus malefícios, como a intolerância alimentar principalmente à carnes e doces, com maior destaque para carne, que se mantém mesmo após dois anos de cirurgia. Estas intolerâncias podem agravar deficiências nutricionais, incluindo a de vitaminas e a de minerais, e levar a quadros de anemia, desnutrição e perda de massa protéico-somática; entretanto, sobra e incerteza que a cirurgia da obesidade produz insegurança em transformar uma doença pré-operatória em outra pós-operatória e do número grande de propostas técnicas para um mesmo objetivo. Tem-se que refletir mais um pouco sobre a obtenção do emagrecimento por operação na rotina, pois podem ocorrer complicações metabólicas, deseducação dietética, queda de armazenamento de carboidratos, redução do lípide endógeno, redução da glicose do plasma e aumentar a intolerância à mesma, baixa intolerância ao frio e deficiência de vitamina lipossolúvel.

Por isso, antes de qualquer decisão ou atitude, antes e após a realização, é importante o acompanhamento multidisciplinar (médicos, nutricionista, psicólogos, dentre outros) em todas essas fases. Assim, a evolução médica-nutricional, incluindo a seleção de pacientes e cuidados pré e pós-operatórios, é fundamental para o sucesso terapêutico.

Fonte:  ANutricionista.Com - Bianca Dena Alvarez - CRN8 6797 - Nutricionista em Maringá.

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Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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