O Sódio e a Hipertensão Arterial

por Nutricionista Angelita Grebin Ewald - CRN2 8064

saleiro derramando

Quando falamos de hipertensão imediatamente associamos o sal, certo? Pois é bem verdade que os portadores da popularmente chamada “pressão alta“, precisam mesmo reduzir o sal da sua alimentação.

O consumo excessivo de sal está diretamente ligado ao desenvolvimento das doenças como a hipertensão arterial, e conseqüentemente outras como as cardíacas e as relacionadas a  circulação sanguínea.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o consumo diário de sal não deve exceder  6 g por dia, o que equivale a uma colher de chá ou uma tampa de caneta bic. Porém, o consumo está muito, muito além disso, chegando até 12 g em alguns países.

Devemos tomar cuidado com o sal escondido por aí nos diversos produtos alimentícios, por isso fique atento aos rótulos. No rótulo é indicado apenas o quanto de sódio há no alimento. O Sal de cozinha, cuja composição química é Cloreto de Sódio leva a má fama de vilão da hipertensão porque é o alimento que mais contém sódio e este por sua vez é o verdadeiro  causador da hipertensão. O sódio sozinho não tem sabor e não está apenas em alimentos salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico). Portanto, o sódio é amplamente utilizado pela indústria alimentícia com a função de conservante.

Para saber o quanto de sal há em um alimento industrializado é preciso multiplicar a quantidade de sódio por 2,5. Então, para saber quanto de sal tem realmente em um alimento industrializado, é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5. Por exemplo: um alimento com 500 miligramas de sódio representa 1,25 gramas de sal. E não podemos nos esquecer de que muitos alimentos já contém em sua composição o elemento sódio.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar, em breve, uma nova diretriz, reduzindo esse valor recomendando até então de 6 gramas  para 5  gramas.

Mas quem precisa controlar o sal na dieta, não precisa entrar em pânico, pois existem muitas estratégias para se fazer uma comidinha saudável e saborosa.

Para temperar a comida, o sal e outros condimentos industrializados devem ser subtituídos por ervas como a sálvia, tomilho, louro, cebolinha, alecrim, e outros, que podem temperar a comida adequadamente.

Engana-se quem pensa que os alimentos ficarão sem graça e sem sabor. O nosso paladar adapta-se facilmente e o que parecia sem sal ou sem sabor passa a ter novos sabores até então desconhecidos. Assim, o sabor do próprio alimento acaba sendo descoberto e valorizado.

Também devem ser evitados as conservas, enlatados e salgadinhos, bem como carnes processadas, embutidos e todo tipo de fast-food.

Fonte:  ANutricionista.Com - Angelita Grebin Ewald - CRN2 8064 - Nutricionista em Lajeado.

-III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Disponível em http://www.sbn.org.br/Diretrizes/cbha4.htm. Acessado em 10/12/2009.
-OMS, Organização Mundial da Saúde, 2008.
-Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC),2010.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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