O estresse engorda?

por Nutricionista Daniela Mendes Tobaja - CRN3 27602

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 90% da população tenha algum nível de estresse. A origem do estresse pode ser de fundo psicológico, ambiental e/ou fisiológico.

Os motivos clássicos de estresse são: trabalho, cobranças, problemas familiares, pessoais, muito estudos, falta de afazeres no dia a dia, insegurança, entre outros. É importante lembrar que, o estresse não tem idade, podendo acometer em crianças, adolescentes, idosos, gestantes, etc.

São várias as causas do estresse, que tem como conseqüência um aumento na produção de radicais livres e do cortisol que irá mediar processos inflamatórios e alterar a microbiota (bactérias) intestinal, levando a um aumento das bactérias Gran negativas que são nocivas a saúde. Os sintomas mais relatados são: dores de cabeça ou tensão, sensação de fadiga, distúrbios gastrointestinais (como indigestão, constipação e diarréia), ansiedade, ganho de peso (obesidade), dificuldades para dormir, queda da libido, dores nas pernas, taquicardia, irregularidade menstrual, infertilidade, queda no sistema imunológico, doenças cardiovasculares, alergias, depressão, perda de peso, câncer, aumento do colesterol, entre outros.

Como são várias as causas do estresse, são necessárias várias medidas a fim de minimizar este quadro, como por exemplo, procurar  fazer atividades que lhe proporcione  bem estar, como escutar música, assistir um filme, ler um bom livro, uma boa conversa, praticar atividade física, yoga, meditação, terapia, acupuntura, massagens relaxantes, hobbies, ficar com filhos ou amigos. É muito importante introduzir momentos de relaxamento ou que lhe tragam bem estar diariamente.

E neste contexto a nutrição tem um papel primordial, uma vez que, muitos alimentos podem contribuir para uma modulação nos níveis de cortisol, resistência a insulina (que tem como conseqüência comum, um maior desejo por alimentos doces), diminuir o número de radicais livres e favorecimento da microbiota intestinal.

- Modulação (controle) do cortisol: necessário incluir alimentos ricos em Beta-sitosterol, presente no abacate por exemplo, além de fosfatidilserina encontrado nos peixes, entre outros alimentos, theanine, entre outras vitaminas e minerais muito importantes.

- Controle de radicais livres: os principais são os alimentos antioxidantes, além de zinco, cobre e magnésio.

- Moduladores de resistência a insulina e hiperglicemia: são necessários muitos nutrientes, compostos bioativos e fitoterápicos, como por exemplo, a gymnema sylvestre, cromo, vanádio, Omega-3, entre muitos outros.

- Recuperação da microbiota Intestinal: são necessários probióticos, prebióticos, além de outras condutas, como por exemplo, mastigar muito bem os alimentos, evitar líquidos durante as refeições, etc.

- Além da exclusão de alimentos que prejudicam o quadro, como por exemplo a gordura Omega-6 (que são pró-inflamatórias), alimentos ricos em açúcar, entre outros.

Como todos já sabem, assim como os alimentos podem prejudicar muito a sua saúde, eles também podem lhe oferecer muitos benefícios e bem estar. Portanto, se você apresenta algum dos sintomas ou esta sofrendo algum tipo de estresse, procure um nutricionista e se informe sobre quais alimentos são indicados para você e quais os horários que eles poderão ser introduzidos no seu dia a dia, a fim de minimizar o estresse, seus sintomas e proporcionar equilíbrio. Faça a sua parte, a sua saúde agradece.

Fonte:  ANutricionista.Com - Daniela Mendes Tobaja - CRN3 27602 - Nutricionista em Piracicaba.

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Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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