Nutrição na Obesidade Mórbida e Cirurgia Bariátrica

por Nutricionista Juliana Paula Bruch - CRN2 8899D

A obesidade é uma doença de origem multifatorial, ou seja, provindas de fatores ambientais, genéticos, comportamentais e hormonais. Muitas vezes ela pode estar associada a diabetes tipo 2, hipertensão, aterosclerose entre vários outros problemas, onde deve haver uma grande preocupação com seu tratamento.
A OMS classifica a obesidade baseando-se
no Índice de Massa Corporal (IMC)a e no risco
de mortalidade associada. Assim, considera-se
obesidade quando o IMC encontra-se acima de
30kg/m². Quanto à gravidade, a OMS define
obesidade grau I quando o IMC situa-se entre
30 e 34,9 kg/m², obesidade grau II quando IMC
está entre 35 e 39,9kg/m² e, por fim, obesidade
grau III quando o IMC ultrapassa 40kg/m².
A OMS classifica a obesidade baseando-se no Índice de Massa Corporal (IMC) e no risco de mortalidade associada. Assim, considera-se obesidade quando o IMC encontra-se acima de 30kg/m². Quanto à gravidade, a OMS define obesidade grau I quando o IMC situa-se entre 30 e 34,9 kg/m², obesidade grau II quando IMC está entre 35 e 39,9kg/m² e, por fim, obesidade grau III quando o IMC ultrapassa 40kg/m².
No Brasil, a obesidade encontra-se em alto índice, apresentando homens com média de  38% de sobrepeso e 7% obesos, já as mulehres a taxa de sobrepeso chegou a 39% e 12,4% para obesidade.
Os tratamentos mais populares, com dieta, atividade física, mudança nos estilo de vida sempre deverão ser a primeira alternativa, porém em indivíduos com classificação de obesidade grau III, esses tratamentos mostram resultados frustrantes.  A maioria dos pacientes não atingem ou mantém uma redução de 5-10% do peso corporal por mais de cinco anos.
A cirurgia bariátrica, aplicada para obesidade grau III, vem sendo estudada desde a década de 50 sendo até hoje testadas muitas técnicas, podendo ser divididas em restritivas, disabsortivas e mistas, cada uma com diferentes riscos, resultados e efeitos colaterais.
Mesmo que a cirurgia bariátrica  seja considerada um dos tratamentos mais eficazes para indivíduos mórbidos, o seu efeito colateral é promover algum grau de desnutrição. Em razão dessa desnutrição, o estado geral do indivíduo e sua resposta ao tratamento poderá ser afetado. A perda de peso deve ser monitorada para que não desenvolva um risco nutricional, já que tartamentos dietoterápicos inadequados juntamente com hábitos alimentares rotineiros proporcionam pouca quantidade de  nutrientes básicos e essenciais.
Os objetivos em relação aos cuidados nutricionais no pré-operatório baseiam-se na minimização do risco cirúrgico e reeducação dos hábitos alimentares e estilo de vida, sendo este um processo de conscientização do indivíduo para que se obtenha um bom resultado no processo.
No pré-operatório o indivíduo deve ser informado sobre os estágios dietéticos do pós-operatório, além de materiais didáticos para seu dia-a-dia e vários recomendações sobre uma possível suplementação de vitaminas e minerais.
Já no pós-operatório os cuidados nutricionais dobram a importância, pois é essencial a adequação de nutrientes e calorias. A alimentação ingerida neste período deve minimizar o fluxo, a saciedade e a síndrome de Dumping, maximizando a perda de peso e garantindo manutenção do mesmo.

A obesidade é uma doença de origem multifatorial, ou seja, provindas de fatores ambientais, genéticos, comportamentais e hormonais. Muitas vezes ela pode estar associada a diabetes tipo 2, hipertensão, aterosclerose entre vários outros problemas, onde deve haver uma grande preocupação com seu tratamento.

A OMS classifica a obesidade baseando-se no Índice de Massa Corporal (IMC) e no risco de mortalidade associada. Assim, considera-se obesidade quando o IMC encontra-se acima de 30kg/m². Quanto à gravidade, a OMS define obesidade grau I quando o IMC situa-se entre 30 e 34,9 kg/m², obesidade grau II quando IMC está entre 35 e 39,9kg/m² e, por fim, obesidade grau III quando o IMC ultrapassa 40kg/m².

No Brasil, a obesidade encontra-se em alto índice, apresentando homens com média de  38% de sobrepeso e 7% obesos, já as mulheres a taxa de sobrepeso chegou a 39% e 12,4% para obesidade. Os tratamentos mais populares, com dieta, atividade física, mudança no estilo de vida sempre deverão ser a primeira alternativa, porém em indivíduos com classificação de obesidade grau III, esses tratamentos mostram resultados frustrantes.  A maioria dos pacientes não atingem ou mantém uma redução de 5-10% do peso corporal por mais de cinco anos.

A cirurgia bariátrica, aplicada para obesidade grau III, vem sendo estudada desde a década de 50 sendo até hoje testadas muitas técnicas, podendo ser divididas em restritivas, disabsortivas e mistas, cada uma com diferentes riscos, resultados e efeitos colaterais. Mesmo que a cirurgia bariátrica  seja considerada um dos tratamentos mais eficazes para indivíduos mórbidos, o seu efeito colateral é promover algum grau de desnutrição. Em razão dessa desnutrição, o estado geral do indivíduo e sua resposta ao tratamento poderá ser afetado. A perda de peso deve ser monitorada para que não desenvolva um risco nutricional, já que tratamentos dietoterápicos inadequados juntamente com hábitos alimentares rotineiros proporcionam pouca quantidade de  nutrientes básicos e essenciais.

Os objetivos em relação aos cuidados nutricionais no pré-operatório baseiam-se na minimização do risco cirúrgico e reeducação dos hábitos alimentares e estilo de vida, sendo este um processo de conscientização do indivíduo para que se obtenha um bom resultado no processo. No pré-operatório o indivíduo deve ser informado sobre os estágios dietéticos do pós-operatório, além de materiais didáticos para seu dia-a-dia e vários recomendações sobre uma possível suplementação de vitaminas e minerais.

Já no pós-operatório os cuidados nutricionais dobram a importância, pois é essencial a adequação de nutrientes e calorias. A alimentação ingerida neste período deve minimizar o fluxo, a saciedade e a síndrome de Dumping, maximizando a perda de peso e garantindo manutenção do mesmo.

A dieta pode passar por vários estágios:

  • Dieta líquida clara;
  • Dieta totalmente líquida;
  • Dieta pastosa;
  • Dieta branda;
  • E por fim a dieta normal.

Abaixo estão descritas algumas recomendações aos pacientes:

  • mastigar bem os alimentos;
  • restringir a ingestão de sucos calóricos;
  • evitar carboidratos, doces, gorduras, café, álcool, pipoca, carne vermelha seca;
  • controlar o tamanho das porções
  • realizar 5-6 refeições por dia;
  • fazer refeições balanceadas, saudáveis e variadas;
  • evitar a ingestão de líquidos junto às refeições;
  • mater boa hidratação;
  • encontrar alternativas para estresse e para fome emocional.

Não esqueça de procurar um profissional adequado antes de tomar qualquer decisão, como foi dito anteriormente,  métodos tradicionais devem ser os primeiros passos quando se fala em perda de peso.

Fonte:  ANutricionista.Com - Juliana Paula Bruch - CRN2 8899D - Nutricionista em Lajeado.

Bosco, S. M. Nutrição da Mulher: Uma abordagem Nutricional da Saúde à Doença, Ed. Metha. São Paulo, 2010.

Frandinõ, J.; Benchimol, A.; Coutinho, W.F.; Appolinário, J.C. Cirurgia Bariátrica: aspectos clínico-cirúrgicos e psiquiátricos. R. Psiquiatr. RS, 26'(1): 47-51, jan./abr. 2004.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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