Metais pesados e seus impactos na saúde

por Nutricionista Daniela Mendes Tobaja - CRN3 27602

latinha

Atualmente, o contato ou ingestão de metais pesados é muito comum e passa de forma “despercebida” ou “esquecida” pela maioria das pessoas. Em grandes quantidades, estes metais pesados se acumulam em nosso organismo causando sintomas diversos. Estes, poderiam ser eliminados com uma alimentação de detoxificação (desintoxicação), no entanto são poucas pessoas que conhecem, realizam ou procuram profissionais capacitados com tais informações.

Diariamente de forma involuntária entramos em contato com os metais pesados, como por exemplo:

- No ar (poluição, fumaça de tabacos, inseticidas spray ou de tomada, tintas de parede, etc.)

- Na água (metais pesados são utilizados para tratamento da água, e esta água é utilizada para produção de alimentos)

- Produtos (cosméticos, maquiagens, remédios, desodorantes, tinturas usadas nas tatuagens, etc.)

- Alimentos (fertilizantes, água, embalagens, agrotóxicos, utensílios de cozinha, etc.)

Muitos destes contatos são impossíveis de serem evitados, no entanto, algumas medidas podem ser tomadas de forma a minimizar o contato com alimentos, com tais metais pesados:

1-) Alumínio: evite  panelas e utensílios de alumínio (evite-os principalmente para cozinhar verduras, alimentos ácidos, preparações com açúcar ou sal), prefira panelas de barro, inox, utensílios de madeira, silicone ou outros. Também evite o uso de esponjas de aço que podem facilitar a contaminação dos alimentos com o alumínio; produtos industrializados (que contenham alumínio) na impossibilidade retire o produto deste tipo de recipiente; evite água da torneira (não a utilize para o preparo dos alimentos, como por exemplo arroz), neste caso ferver a água não resolve, o ideal seria um filtro mais especifico ou água mais natural.

É importante alertar que mulheres (com maior faixa etária) estão propensas a ter um maior acúmulo de alumínio do que os homens.

Relação: Doenças de Alzheimer, doenças respiratórias, neurológicas, constipação intestinal, cólica abdominal, náuseas, fadiga, câncer, entre outros.

2-) Arsênico: encontrados principalmente em peixes, crustáceos e na água.

Vale a pena lembrar, que os peixes hoje, podem estar contaminados com petróleo, mercúrio, entre outros metais.

Relação: doenças no trato gastrointestinal (principalmente fígado e rim), pulmões e problemas cardíacos, lesões de pele (hiperqueratose), hálito e suor com odor de alho, fraqueza nas pernas,  câncer, entre outros.

3-) Chumbo: presente em alimentos enlatados, vegetais tratados com agrotóxicos, panelas de cerâmica antiga e água de encanamentos antigos.

Relação: fraqueza, dores musculares, sabor estranho na boca, dor de cabeça, irritabilidade, tremores, queda da libído, entre outros.

4-) Mercúrio: presente em vegetais tratados com agrotóxicos, peixes e frutos do mar.

Relação: dores articulares, infecções frequentes, alterações na coordenação e visão, perda da memória recente, insônia, dificuldade em concentração, entre outos.

5-) Cádmio: presente em peixes, semente de papoula, miúdos e vegetais cultivados em solo ou água contaminada.

Relação: Danos hepáticos, anemia, hipertensão, entre outros.

Existem ainda outros metais que podem interferir muito na saúde,  vale a pena destacar que além de muitos alimentos  apresentarem agrotóxicos por exemplo, as pesquisas demonstram que além de quantidade acima da permitida por lei  outros produtos já proibidos continuam sendo utilizados.

Para maiores informações ou na presença dos sintomas, procure um profissional capacitado.

Além de pensar na sua saúde, e o meio ambiente agradece !

Fonte:  ANutricionista.Com - Daniela Mendes Tobaja - CRN3 27602 - Nutricionista em Piracicaba.

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Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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