Hidratação na Infância

por Nutricionista Mírian Valério - CRN2 7012P

Geralmente o hábito de tomar água é associado com a sensação de sede, isso quando as crianças ou até mesmo os adultos não procuram outras bebidas a base de açúcar e ou gaseificadas na tentativa de amenizar a sede dos pequenos, o que acaba agravando ainda mais o nível de desidratação no organismo, isso por que, além dos refrigerantes e sucos industrializados serem ricos em açúcar que acaba estimulando ainda mais a sede, a sede já é um sintoma que o organismos está desidratando.

Por isso,  aquela velha recomendação de ingerir cerca de dois litros de água diariamente deve ser levada em consideração, no caso das crianças, cerca de quatro copos já são suficientes, considerando que a necessidade de líquidos variam de acordo com a composição corporal (peso e altura) da criança, assim como a temperatura do ambiente e o nível de atividades desempenhadas pelas crianças ao brincar, correr ou andar de bicicleta por exemplo.

Crianças e jovens são mais suscetíveis de adquirir a desidratação, pois além das necessidades fisiológicas da idade, as atividades realizadas de forma continuada fazem com que o organismo aumente a perda de água e esta deverá ser reposta. Uma hidratação insuficiente, de acordo com os estudos, está relacionada a doenças dentais, prisão de ventre, alterações no metabolismo proteico, etc.

É importante ter presente que as crianças, muitas vezes, não possuem consciência das suas necessidades e, para isso, é importante transmiti-las. No caso de recém nascidos que são amamentados, eles não necessitam de aporte extra de líquidos como água ou chá, pois o leite materno é suficiente para nutri-los, assim como fornecer a hidratação adequada para a criança até o sexto mês de vida, no entanto, nos dias de muito calor é importante oferecer o peito para o bebê com maior frequência a fim de garantir a hidratação necessária. Já para os bebês que são alimentados com leites artificiais o cuidado deve ser redobrado, recomenda-se oferecer água (mineral ou fervida) entre as tomadas de leite, tendo o cuidado de não forçar a criança.

Vale ressaltar também, que a capacidade gástrica das crianças é pequena e durante as refeições as bebidas precisam ser controladas, pois os pequenos trocam facilmente a refeição pelo consumo de líquidos; por isso, o melhor é oferecê-los após as refeições, já que se enchê-los com suco, água ou refrigerante, a criança não irá  conseguir ingerir toda a refeição.

Fique atento à alguns sinais e sintomas que indicam desidratação:

  • Olheiras e olhos fundos;
  • Boca seca;
  • Aprofundamento da moleira (bebês);
  • Pouca urina em intervalos longos;
  • Fraqueza;
  • Desânimo;
  • Taquicardia

Portanto a melhor medida para evitar a desidratação será sempre a prevenção, por isso além de incentivar a criança a beber água, dar exemplos também é fundamental, pois as crianças tendem a seguir os hábitos alimentares que observam em casa ou na escola.

Além disso, fique atento para estimular ainda mais a ingesta hídrica em situações em que a criança apresentar diarreia ou vômitos, pois isso acarretará na perda de água e eletrólitos  em excesso.

Abaixo algumas dicas para estimular o consumo de líquidos nas crianças:

  • Utilize recipientes atrativos;
  • Coloque canudinhos no copo para tornar a bebida mais divertida;
  • Suco natural de frutas, também é um bom aliado, o colorido dos alimentos ajuda a atrair a atenção e incentiva os consumo de líquidos entre as crianças, porém evite colocar açúcar nos sucos e no leite.
  • Transforme os sucos de frutas em picolé, evitando os corantes artificiais;
  • Congele o suco em cubinhos de gelo.

Fonte:  ANutricionista.Com - Mírian Valério - CRN2 7012P - Nutricionista em Rio Grande.

Ministério da Saúde. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos. Brasília: Ministério da Saúde/Organização Pan-Americana da Saúde; 2002.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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