Falta de tempo: sinônimo de má alimentação?

por Nutricionista Tatiane Trevilato de Brito - CRN3 26450

prato saudavelAlimentar-se bem na correria do dia a dia tornou se uma tarefa bastante difícil e os resultados desta falta de tempo  estão visíveis no aumento da obesidade, doenças cardiovasculares, gastrite, depressão, etc.

Nosso organismo necessita de um fracionamento diário de refeições (5 a 6  vezes por dia) para que funcione bem, e estas refeições devem  conter todos os grupos de alimentos para que forneça os nutrientes necessários. Deixar a alimentação em segundo plano torna se  uma prática muito perigosa a saúde.

Então como melhorar a alimentação e torná-la um hábito saudável e prazeroso mesmo na rotina agitada?

Faça um bom café da manhã, este é um passo muito importante, afinal, você está em um processo de jejum que precisa ser quebrado, é o momento de “abastecer” o corpo para que ele possa funcionar bem o resto do dia. Reserve alguns minutos  para fazer um desjejum completo e equilibrado. Quando isso não for possível, pare em uma padaria, mas cuidado, escolha um alimento de cada grupo alimentar, por exemplo, pão ou outro cereal, leite ou derivados e uma fruta ou suco de frutas, evite os salgados fritos, refrigerantes, doces e biscoitos recheados.

Se você leva o alimento de casa:  pode escolher frutas fáceis de levar, como: banana, tangerina, maçã, pêra, caqui,  e de preferência da época, por serem mais baratas e nutritivas;

Para o almoço, precisamos de uma refeição variada que basicamente pode ser:  Salada de folhas, legumes, carboidrato (cereal: arroz, pães, massas; raízes e tubérculos: mandioca,  batata) e proteína ( leite e derivados, ovos, carnes; grãos: feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja). Se for escolher uma sobremesa, dê preferência a uma fruta.  Se você  faz suas refeições em restaurantes, fique atento aos pratos muito calóricos como os que levam creme de leite, maionese, queijos amarelos, ou qualquer outro molho à base de gorduras e dê preferência às carnes grelhadas.  Devemos montar pratos bastante coloridos, variados,  e saudáveis. Uma boa estratégia é montar o prato da seguinte forma: metade do prato salada variada e colorida e na outra metade a carne, o arroz e o feijão.

Mas e quando NÃO for possível realizar esta refeição?  Uma boa opção neste caso são os lanches naturais que também podem  ser balanceados com um carboidrato (pão integral, pão sírio), uma fonte proteica (atum,  frango,peito de peru, queijo)  saladas e legumes (alface, rúcula, cenoura ralada, beterraba ralada, tomate, etc).

Nos pequenos lanches: opções interessantes são as barras de cereais (dê preferência às de baixo valor calórico e alto teor de fibras), iogurtes, frutas “in natura” e desidratadas, biscoitos integrais, suco de frutas, salada de frutas com granola,etc.

Para o jantar: basicamente como o almoço, mas lembre-se de não abusar nas quantidades, pois no repouso gastamos menos calorias. O ideal é fazer uma refeição leve neste momento.

E uma dica importantíssima:  beber muita água durante todo o dia (aproximadamente 8 copos ou 2 litros no mínimo!) O ideal é sempre carregar uma garrafa com você, pois normalmente esquecemos de tomar água  e quando sentimos sede, já é um sinal que nosso corpo está precisando de água há mais tempo.

E você.. já parou em algum momento do dia para refletir sobre como está sua alimentação? Se a resposta for não, está na hora de mudar seus conceitos, afinal aquela frase ” Você é o que você come”  se encaixa perfeitamente nos nossos dias atuais.

Portanto, embora a correria do cotidiano dificulte a manutenção de uma alimentação saudável, é importante arrumarmos um tempinho para cuidar dela, e se ainda houver dúvidas, consulte um nutricionista, ele  ajudará na organização do seu tempo.

Fonte:  ANutricionista.Com - Tatiane Trevilato de Brito - CRN3 26450 - Nutricionista em Ribeirão Preto.

World Health Organization. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Geneva: World Health Organization; 2000. (WHO Technical Report Series, 894).

MENDONCA, Cristina Pinheiro; ANJOS, Luiz Antonio dos. Aspectos das práticas alimentares e da atividade física como determinantes do crescimento do sobrepeso/obesidade no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n. 3, June 2004 .

Mondini L, Monteiro CA. Mudanças no padrão de alimentação. In: Monteiro CA, organizador. Velhos e novos males da saúde do país. São Paulo: Editora Hucitec/Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, Universidade de São Paulo; 2000. p. 79-89.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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2 Comentários para “Falta de tempo: sinônimo de má alimentação?”

  1. Giovana comentou:

    Adorei o artigo, eu tenho sempre dificuldade em saber o que vou comer na correria da minha vida! Parabéns Tatiane.

  2. Marco comentou:

    Muito bom o artigo… Creio que devemos substituir o termo “perder” tempo nas refeições pelo termo “investir” em qualidade de vida. Abraço!

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