Entenda mais sobre o processo de perda e ganho de peso

por Nutricionista Mírian Valério - CRN2 7012P

peso

É super comum as pessoas que estão no processo de perda de peso contestarem o fato de ser tão difícil um indivíduo com obesidade em grau elevado perder peso em relação àqueles que apresentam obesidade moderada ou sobrepeso. E isso realmente ocorre, entenda  o motivo:

A medida que o adipócito (célula de gordura) cresce, ou seja, incha de gordura, ocorre uma redução da sensibilidade dos receptores das células em reconhecer a ação da insulina, acarretando aumento na liberação de insulina. Com isso, há uma redução da ação da enzima LHS (lipase hormônio sensível) que é responsável pela hidrolíse dos triglicerídeos (quebra de gordura) já armazenados no adipócito, ocorrendo também um aumento na ação da lipase lipoprotéica, transportando com isso mais gordura para dentro da célula.

Outro fator seria a redução da leptina ou dos receptores de leptina, que é o hormônio produzido no tecido adiposo que regula o mecanismo de set point (ponto de equilíbrio) no hipotálamo, responsável por controlar o apetite e a quantidade de gordura que vai ser armazenada. O set point seria uma forma de defesa do organismo tentar manter seu peso habitual em frente a uma restrição alimentar ou aumento do gasto energético, que pode ser desencadeado pela atividade física. Por isso o processo de perda de peso se mantém estável e estaciona, não perdendo peso na mesma velocidade de quando inicia o processo de reeducação alimentar

O aumento do apetite também pode ser desencadeada pela diminuição da seretonina, hormônio do bem estar, que tende a estar reduzida em indivíduos obesos que apresentam uma auto estima diminuída, em função das angustias trazidas pela insatisfação com o próprio corpo, ligado ao padrão “magro” de beleza da sociedade atual.

E por fim, a dificuldade de perder peso estaria relacionado a redução da termogênese, que corresponde as nossas calorias gastas no repouso, ligadas ao nosso metabolismo basal, já que o tecido adiposo requer menos energia que o tecido muscular para manter-se ativo. Portanto, quanto maior for a proporção de músculos em relação a gordura maior será o gasto energético.

Mas o que podemos fazer quando essa perda de peso estaciona?

Um boa opção seria a introdução de alimentos termogênicos, que apresentam um nível maior de dificuldade para serem digeridos pelo organismo, fazendo que haja um gasto calórico maior para realizar a digestão, induzindo o organismo a trabalhar num ritmo mais acelerado. Consequentemente  perde- se mais calorias.

Entre estes alimentos destacam-se:

  • Pimenta vermelha
  • Vinagre de maçã
  • Acelga
  • Aspargo
  • Couve
  • Brócolis
  • Laranja
  • kiwi
  • Mostarda
  • Gengibre
  • Café
  • Chá verde
  • Chocolate amargo (com 50% ou mais de cacau)
  • Água gelada
  • Linhaça

Produtos ricos em cálcio (vegetais escuros, leite e derivados) também contribuem para a perda de peso, pois o cálcio induz o aumento da lipólise que é a degradação das reservas de gordura.

Não esquecendo da atividade física aeróbica (caminhar, correr, pedalar, etc) responsável por aumentar o total de calorias gastas, ajudando a acelerar o metabolismo, e do exercício anaeróbico como a musculação, pois como já foi dito, o aumento da massa muscular acelera o metabolismo, portanto maior será o gasto energético.

Fonte:  ANutricionista.Com - Mírian Valério - CRN2 7012P - Nutricionista em Rio Grande.

SCHNEIDER, Aline Petter. Nutrição Estética. São Paulo: Ed. Atheneu, 2009.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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