Conhecendo As Vitaminas Parte II

por Nutricionista Giovana de Mattos Labella - CRN3 8376

Neste artigo darei continuidade sobre o tema vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura). Fazem parte deste grupo às vitaminas A, D, E, k. No artigo anterior (Conhecendo As Vitaminas Parte I), falei sobre as vitaminas A e D. Hoje vamos conhecer melhor as não menos importantes vitaminas E e K, suas funções, carências, excessos e fontes alimentares.

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Vitamina E  ou Tocoferol, conhecida também como antioxidante age como protetora das membranas lipídicas. Seu armazenamento se dá primeiramente no tecido adiposo e não no fígado, diferentemente das outras vitaminas lipossolúveis. É bastante estável ao calor e aos ácidos e instável aos álcalis, luz ultravioleta e ao oxigênio. Também é destruída em contato com o chumbo, ferro gordura rançosa e congelamento intenso, como não é solúvel em água não à perdas no cozimento.

Funções – Auxilia nas funções da vitamina A por evitar a sua oxidação e consequente perda de atividade no trato intestinal. A vitamina C também é protegida de maneira similar quando a vitamina E está presente.

Age também no alívio  da trombose, angina, doença reumática do coração, isso se deve ao fato de a vitamina E diminuir as necessidades do corpo em oxigênio, ao mesmo tempo em que aumenta o fornecimento deste elemento ao coração e a outros músculos. Essa atividade também é muito útil em casos de diabetes, ameaça de aborto e qualquer tensão física ou emocional que possa criar problemas de respiração. Melhora também a circulação de todo o corpo, dissolvendo coágulo, sendo muito valiosa no tratamento de varicose.

Carências – É  rara, mas quando se observa a carência desta vitamina, tanto os vasos sanguíneos quanto os músculos sofrem. Estes ficam enfraquecidos o que muitas vezes provoca cãimbras. Ao mesmo tempo que os glóbulos vermelhos se deterioram e não podem ser substituídos com a rapidez necessária, podendo gerar uma forma de anemia com sintomas idênticos aos da anemia por carência de ferro.

Excesso – A vitamina E mesmo em excesso é bem tolerada pelo organismo, eventualmente pode competir com outras vitaminas lipossolúveis diminuindo sua absorção, e também do ferro contribuindo para o aparecimento de anemias.

Fontes – As principais fontes da vitamina E são encontradas no germe de trigo e em seu óleo, assim como nos óleos de arroz, algodão, milho, girassol, gema de ovo, vegetais folhosos e legumes. Os alimentos de origem animal são relativamente pobres dessa vitamina, com exceção da gema de ovo, fígado e tecido adiposo.

Vitamina K- Descoberta  em 1929 pelo dinamarquês Henrik Dam, há pelo menos três formas de vitamina k sendo duas naturais e uma sintética.

As formas naturais são conhecidas como K1 (feloquinona) encontrada nas hortaliças e óleos vegetais e a K2 (menaquinona), formada pela ação de bactérias benéficas ao nosso organismo, que fazem parte da microflora intestinal. A forma sintética é conhecida como k3 (menadiona).

A vitamina K é resistente ao calor, mas a luz solar pode destruí-la e não há perdas pelos métodos habituais de cozimento.

Funções – A vitamina K é absorvida no intestino e levada ao fígado, onde é essencial para a síntese da protrombina e outras proteínas necessárias no processo de coagulação do sangue. Também é fundamental na construção de dentes saudáveis e prevenção da osteoporose, pois ajuda a produzir uma proteína chamada osteocalcina que tem a função de ajudar o cálcio a se fixar na matriz do osso.

Carências – É extremamente rara, em indivíduos saudáveis é pode ser encontrada de maneira suficiente na alimentação e nas bactérias intestinais.

Sua deficiência está mais relacionada a pessoas com problemas na produção e absorção da vitamina K . Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, que acometem a parede do intestino prejudicando a absorção e doenças como a cirrose que prejudicam a função do fígado e o uso adequado da vitamina pelo organismo. A principal manifestação de sua deficiência é tendência à hemorragia intestinal e hemorragia pós operatória.

A vitamina K é usada terapeuticamente em todas as desordens da coagulação e como uso profilático na hemorragia neonatal, neste caso pode ser atribuído a um baixo suprimento pela mãe, o que acarreta reservas insuficientes no organismo da criança.

Excesso – É geralmente bem tolerado em adultos saudáveis e excretado através da urina.

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Fontes – Encontrada em diversos alimentos, principalmente no fígado, leite, ovo, alface, couve, couve-flor, espinafre, repolho, óleo de soja, óleo de canola e em menor proporção em cereais como trigo e aveia.

Portanto o que pode ser observado dentro da grande complexidade que é nosso organismo, é que devemos sempre procurar da melhor maneira possível mantermos nossa saúde, pois a absorção e aproveitamento das vitaminas e demais nutrientes em nosso corpo estão de uma maneira ou de outra interligados e a prevenção de muitas doenças pode estar associada ao que você come ou deixa de comer.

Pense nisso e boa sorte!

Fonte:  ANutricionista.Com - Giovana de Mattos Labella - CRN3 8376 - Nutricionista em São José do Rio Preto.

Franco G. tabela de Composição Química dos Alimentos-9ª Edição -Rio de Janeiro -São Paulo -1992.

Herbert V. Toxity. IV Vitamin A suplements in health food user. Am. J. CL. Nut. 36 1982.
Marie V. Krause 1984.
CEPAN 1982.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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