Comida x Emoções. Você tem fome de que?

por Nutricionista Angelita Grebin Ewald - CRN2 8064

A sociedade atual está nos transformando em máquinas de competitividades. Não somos mais seres, quem dirá humanos. Somos sim, consumidores, e como a própria palavra diz estamos realmente levando ao pé da letra e nos consumindo.

Ser feliz? Muitos se perguntam: O que é isso mesmo?  Quando foi a última vez que senti plenamente esta emoção?

Precisamos ser os mais bem sucedidos profissionalmente, esteticamente e financeiramente porque para poder consumir tudo o que nos torna “melhores” e mais “bonitos” é preciso muito dimdim.

Queremos roupas, jóias, cabelos das atrizes de novelas, fazer lipo, turbinar os seios e de quebra somos convencidos também a comer tudo o que tiver apelo marketeiro. Somos eternamente insatisfeitos com nosso corpo e confundimos estética com qualidade de vida e saúde.

Estamos sempre correndo atrás de algo, como se sempre faltasse alguma coisa, e nos sentimos vazios. Todas estas coisas geram muito estresse e um sofrimento emocional muito grande. E adivinha como preenchemos o vazio? É, eu sei, eu sei mas  infelizmente é com a comida.

O grupo musical Titans é muito feliz na letra da sua música “Comida”, quando nos questionam: “Você tem fome de que”? E nos fazem um alerta sobre o fato de que nossas necessidades emocionais também precisam ser saciadas.

Veja este pequeno trecho:

“A gente não quer só comer

A gente quer prazer

Prá aliviar a dor…”

Partindo do princípio que fome é uma necessidade orgânica e fisiológica e que comida é a energia que precisamos para manter nosso corpo vivo e funcionando, responda você mesmo: Toda vez que você ataca a geladeira ou se alimenta, está realmente com fome?

Veja bem, quando um animal sente sede, ele busca água, quando sente fome, caça seu alimento e come até sentir-se saciado. Nós seres humanos, somos privilegiados, somos inteligentes, temos consciência de nossos atos e também somos dotados de livre arbítrio e poder de escolha. Então, temos tudo para fazer boas escolhas. Porém, somos levamos por nossos desejos e emoções não resolvidas.

Ensino algumas técnicas básicas para meus pacientes poderem se livrar desta armadilha:

- Coma a cada três horas, assim não terá fome exagerada.

- Toda vez que sentir o impulso de comer fora de hora, pergunte-se: Estou com fome ou com vontade de comer? Estou com fome de que? O que me incomoda neste momento? Traga para o consciente a situação e tente resolver.

- E se ainda assim for difícil resistir, tenha sempre a mão alimentos pouco calóricos para dar trabalho para os dentes, uma dica legal é uma maçã picadinha, pepino; e coma devagar! Isso reduzirá a ansiedade pela mastigação.

- Faça uma atividade física para canalizar o estresse (caminhada, musculação, ioga, dançar, etc)

-Alimente também seu espírito, tire um tempo para olhar para dentro de si, para meditar, orar  ou até mesmo contemplar a natureza.

- Seja persistente, estes episódios não duram muito tempo, em média 10 minutos.

Mais um trecho dos Titans: “ Desejo, necessidade, vontade…”

Urgentemente precisamos aprender a lidar com as nossas emoções, pois é muito comum nos alimentarmos compulsivamente, mais por ansiedade do que por fome.  Esperamos que o alimento nos traga novamente uma sensação de bem estar e caímos num ciclo vicioso. E depois o que nos resta é aquela sensação de estufamento, de culpa e enorme ressaca moral.

Lembre-se, emoção resolvida não vira comida!

Fonte:  ANutricionista.Com - Angelita Grebin Ewald - CRN2 8064 - Nutricionista em Lajeado.

Guia do Gordo (e do magro): aprenda a conviver com a balança. Organizadores Dirce de Sá freire e Lula Vieira, Editora Elsevier..
http://www.levemente.com.br

Letra da música: Comida – Titãs / Composição: Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto
http://www.psicobesidade.com.br
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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