Carboidratos: sim ou não?

por Nutricionista Francis Moura Santos - CRN5 3243/P

Em tempos onde as pessoas estão fazendo as dietas Low Carb (baixo teor de carboidrato ou NADA de carboidratos), fica um questionamento. Será que essas dietas são boas?

Cada vez mais comum entre praticantes de atividade física, as dietas com redução drástica ou total de carboidratos se tornou uma prática comum, porém devemos lembrar que o carboidrato é fonte principal de energia para o nosso organismo, e principalmente para o nosso cérebro.

Nosso corpo precisa de três macronutrientes para funcionar bem: carboidratos, lipídios (gordura) e proteína. E esses três macronutrientes devem estar em equilíbrio para que nosso organismo funcione bem. A restrição de qualquer um destes, pode causar problemas e desequilíbrios.

Para os praticantes de atividade física o carboidrato é ainda mais importante, e a depender da modalidade de exercício, este passa a ser o principal macronutriente da dieta, como é caso dos atletas de endurance.

Para aqueles que praticam exercício físico de forma intensa e/ou prolongada é recomendado uma boa ingestão de carboidratos, inclusive, durante os treinos (a depender do tempo de duração da atividade desenvolvida). Porém, é necessário que a fonte desses carboidratos seja bem selecionada. Evitar carboidratos de alto índice glicêmico e/ou alta carga glicêmica e dar preferência àqueles que baixo índice glicêmico (cereais integrais, batata doce, inhame).

Já em exercícios de musculação, os carboidratos tem a função de manter o seu organismo com força para executar o exercício resistido e gerar uma resposta insulinêmica. Neste momento, as fontes de carboidratos são alternadas e selecionada de forma diferenciada. No momento pré-treino ideal é utilizar um carboidrato de médio a baixo índice glicêmico, no período de 1h a 30 minutos antes da atividade física, visando manter um bom desenvolvimento durante o treino de musculação. Já no pós-treino, o carboidrato tem que ser de alto índice glicêmico, pois é o período de recuperação muscular, onde o seu organismo precisa de energia para realizar as reações de síntese. Na falta do carboidrato, o nosso organismo utiliza outras fontes para formar energia, e uma delas pode ser a proteína (reação conhecida como catabolismo – quebra – muscular), dificultando assim a ganho de massa muscular e a hipertrofia.

E carboidrato à noite, posso comer?

Questionamento frequente entre as pessoas, a ingestão ou não ingestão de carboidratos à noite é muito relativa e deve ser bem avaliada por um profissional habilitado. Isso vai depender de sua rotina e do momento de seu treino. Por exemplo: se eu malho a noite, o momento em que eu preciso ter uma boa ingestão de carboidrato é exatamente neste período. Não poderia deixar de ingerir carboidrato neste momento por uma “diminuição” do meu metabolismo, mas o nutricionista pode distribuir muito bem o carboidrato entre as suas refeições, escolhendo as melhores fontes.

Além de todos os benefícios e ações do carboidratos relatados até o momento, é válido lembrar que a falta de carboidrato pode desencadear alguns efeitos colaterais, como: mau humor, desmaios, tonturas, dificuldade de memorização, esquecimento e dificuldade de concentração, entre outros.

Então, agora eu posso consumir carboidratos a vontade, né?! Afinal de contas, ele vai melhorar o meu rendimento no treino, vai me deixar menos triste e me ajudar a raciocinar melhor. NEGATIVO! Lembre-se que as fontes devem ser bem selecionadas e o que a quantidade de carboidrato durante o seu dia deve ser bem distribuída. Para isso, consulte um nutricionista.

Fonte:  ANutricionista.Com - Francis Moura Santos - CRN5 3243/P - Nutricionista em Salvador.

PANZA; Vivian Simões Pereira. Avanços científicos na prática esportiva e no exercício: paradoxos e controvérsias sobre o uso de carboidratos. Revista Brasileira de Nutrição Funcional. ano 12. ed. 51. São Paulo: VP Consultoria Nutricional.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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