Arroz e feijão: a dupla perfeita!

por Nutricionista Laura dos Santos Pola - CRN3 27426/P

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Arroz e feijão. Entenda porque esta combinação não pode faltar no prato nosso de cada dia.

No  meu último artigo citei os benefícios do consumo regular do feijão. Vocês se lembram?

Que o feijão faz bem, ninguém duvida. Porém, é bom salientar que nenhum alimento é completo e que para termos uma alimentação adequada e balanceada devemos comer diversos alimentos, pois cada um contêm nutrientes distintos e igualmente importantes.

Neste sentido, quando pensamos no conteúdo nutricional do feijão, sabemos que este alimento é rico em proteínas, porém não é classificado como fonte de proteínas completas (de alto valor biológico). Vamos entender o motivo: as proteínas são formadas por várias unidades menores, os aminoácidos. As proteínas de alto valor biológico são aquelas que contêm TODOS os aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que não podem ser sintetizados pelo nosso organismo. Exemplos de alimentos fontes de proteínas de alto valor biológico são carnes, leite, ovos, queijos, peixe e frango.

Pois bem. O feijão só não participa deste grupo seleto de alimentos porque na sua composição falta o aminoácido essencial metionina. E é neste momento que  o arroz aparece para harmonizar o nosso prato: o arroz apresenta uma quantidade importante do aminoácido metionina na sua composição! Além disso,  o arroz não apresenta o aminoácido essencial lisina, sendo este encontrado aos montes no feijão. Assim, o que em falta em um é facilmente encontrado no outro! Ou seja, estes dois alimentos realmente se completam, oferecendo uma excelente combinação protéica.

E o que isso significa? Ora, significa imunidade reforçada, crescimento e manutenção de nossas células e tecidos, cicatrização, síntese de enzimas. Ou seja, seu organismo obtém a matéria-prima (proteína) e consegue trabalhar em condições ideais de funcionamento, contribuindo para sua saúde e bem-estar!

Para não errar o ideal é consumir estes dois alimentos na proporção de duas porções de arroz para uma porção de feijão, diariamente.

Para o cozimento desses alimentos deve-se utilizar pouca gordura e esta deve ser de origem vegetal (óleos de soja, canola, girassol, milho, azeite, etc) e não animal (banha).

É ou não é um casamento perfeito?

No entanto, quando consideramos o consumo atual de arroz e feijão pela população brasileira temos uma triste constatação: o brasileiro vem comendo cada vez menos arroz com feijão. Do início dos anos 70 até os dias atuais, a participação do feijão na mesa dos brasileiros caiu 31% e a do feijão baixou 23%. Esses alimentos estão sendo substituídos por outros nada nutritivos, como por exemplo, pelos biscoitos, que tiveram um crescimento de 400% no mesmo período.

Devemos portanto, cada vez mais, valorizar nossa cultura alimentar e jamais permitir  que se percam hábitos alimentares como este: tipicamente brasileiros e altamente nutritivos.

Até a próxima!

Fonte:  ANutricionista.Com - Laura dos Santos Pola - CRN3 27426/P - Nutricionista em Bauru.

MINISTÉRIO DA SAÚDE –http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/doc_obesidade.pdf. Acesso em 19/09/2010.

MESQUITA, F. R. et al. Linhagens de feijão (Phaseolus vulgaris L.): Composição Química e digestibilidade protéica. Ciênc. agrotec., Lavras, v. 31, n. 4, p. 1114-1121, jul./ago., 2007.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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