Anemia Ferropriva, entenda mais!
por Nutricionista Tania A. Mesquita de Oliveira - CRN4 007100680

Muito é comentado sobre anemia, mas nem todas as pessoas estão atentas aos seus sintomas e a sua prevenção. Existem mais de um tipo de anemia, porém nesse artigo iremos abordar apenas a anemia ferropriva, por ser a forma mais comum de ser encontrada na população brasileira e mundial.
Anemia
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define anemia como a condição na qual a quantidade de hemoglobina no sangue está abaixo do normal, independente de qual seja a causa dessa deficiência. Vale esclarecer que a hemoglobina é um pigmento presente nos glóbulos vermelhos do sangue, esse tipo de célula é responsável por captar o oxigênio vindo dos pulmões e transportá-lo por todos os tecidos o corpo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde a anemia atinge 30 % da população mundial, onde a metade desse total é composto por crianças menores de 2 anos. Mas enganam-se quem pensa que anemia é doença só de criança. Mulheres, homens, adolescentes, gestantes e idosos também estão expostos a sofrerem da doença. O fato de que iremos nos ater apenas a anemia do tipo ferropriva neste artigo justifica-se porque 90% dos casos de anemia tem como causa a deficiência de ferro.
Anemia Ferropriva
Quando a quantidade de hemoglobina no sangue não é suficiente devido à deficiência de ferro chamamos de anemia ferropriva. As quantidades de hemoglobina são diferentes para mulheres, crianças e gestantes. Para estar atento a este mal é válido conhecer os sintomas da doença.
Sintomas
Os principais sintomas da anemia ferropriva são: cansaço constante, fadiga ao menor esforço, indisposição, falta de concentração, baixa na capacidade de resposta imunológica, palidez e falta de apetite (anorexia), em estados mais avançados da doença é possÃvel também observar tontura e desmaios.
Causas e Prevenção
A causa mais comum da anemia ferropriva  em crianças e adultos é a alimentação inadequada crônica, ou seja, quando o indivÃduo mantém uma dieta pobre em alimentos de fonte animal, vitamina C e vegetais que também contém ferro. Vale também destacar que na mulher volume exagerado do fluxo menstrual (hipermenorréia), e nos homens sangramentos crônicos no trato gastrointestinal como: gastrites, úlceras e hemorróidas também podem causar anemia. É importante ressaltar que as causas da anemia devem ser investigadas individualmente, pois a anemia pode ser um dos sintomas de doenças mais grave como câncer no intestino.
A melhor maneira de se prevenir contra a anemia ferropriva é mantendo uma alimentação balanceada. Nunca faça suplementação de qualquer tipo de nutriente sem o conhecimento de um médico e/ou nutricionista!
Diagnóstico
O diagnóstico da anemia ferropriva é feito através de exame de sangue, onde é feita a contagem de ferritina e hemoglobina. O exame é prescrito pelo médico ao avaliar o paciente e seus sintomas. Quanto antes diagnosticado e tratado o problema, mais rápida é a resposta positiva ao tratamento, principalmente em crianças que podem ter seu desenvolvimento escolar prejudicado.
Tratamento
O tratamento é simples, feito a partir de suplementação de ferro e vitamina C, já que o organismo precisa da combinação com a vitamina C para aproveitar melhor o ferro ingerido. Uma dieta equilibrada também ajuda a obter melhores resultados e evitar a reincidência da doença.
Tempo de tratamento
O tempo de tratamento é relativo e depende do grau de deficiência apresentado pelo paciente. Como parâmetro temos o tempo que o organismo demora para produzir mais hemoglobina, que é de 90 à 120 dias, mas também é necessário repor os estoques de ferro no organismo, podendo então o tratamento chegar até 6 meses de duração.  Por isso, não espere muito tempo antes de procurar ajuda especializada quando algo não vai bem com o seu corpo!
Fonte: ANutricionista.Com - Tania A. Mesquita de Oliveira - CRN4 007100680
LACERDA, Elisa; CUNHA, A. José; Anemia ferropriva e alimentação no segundo ano de vida no Rio de Janeiro, Brasil, Rev Panam Salud Publica/Pan Am J Public Health 9(5), 2001.














Muito obrigada pelas informações. É importante para melhor observar as crianças com as quais trabalho.
Apesar de ser um assunto muito comentado e um problema simples de ser tratado, muitas pessoas são ignorantes no assunto e sofrem por causa do problema, muitas vezes não diagnosticado. Como colega na profissão aprovo o artigo. As informações e orientações bem repassadas são sempre bem vindas para nós leitores.