Alergia ou Intolerância Alimentar, você sabe a diferença?

por Nutricionista Tania A. Mesquita de Oliveira - CRN4 007100680

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Muitas pessoas desconhecem que existem diferenças entre a alergia alimentar e a intolerância alimentar. Parecem, em um primeiro momento, se tratarem da mesma coisa, no entanto há diferenças que vamos esclarecer.

A alergia alimentar, ou hipersensibilidade ao alimento, se trata de uma resposta do sistema imunológico a uma determinada proteína contida no alimento. Já a intolerância alimentar se trata de uma resposta exagerada do organismo causada pelo consumo de determinados alimentos, porém não há a participação do sistema imune nessa resposta.

Alergia Alimentar ou Hipersensibilidade ao Alimento

Alergia é um termo utilizado para descrever uma reação imunológica a algo (que é o alérgeno) considerado estranho pelo organismo. No caso da alergia alimentar o que é estranho ao organismo é a proteína presente no alimento, que é para a maioria da população inofensiva.

Os principais alimentos causadores de alergia são: leite de vaca, farinha de trigo, ovo e amendoim em crianças, enquanto que nos adultos são: frutas e vegetais, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.

Fatores de risco: a predisposição genética para manifestar alergia alimentar é um dos principais fatores para a alergia alimentar. Assim como, a sensibilização precoce ao alérgeno,  que significa o início do consumo precoce dos alimentos mais comuns na lista de alimentos alergênicos antes dos primeiros 3 anos de vida, pois nessa fase o trato gastrointestinal não se encontra totalmente desenvolvido (maduro).

Sintomas: os sintomas comuns na alergia alimentar são: diarréia, cólicas abdominais, cólicas, vômitos e náuseas. Em crianças o vômito logo após ingerir o alimento do qual se tem alergia é comum, assim como a falta de apetite e baixo peso.

Diagnóstico: o diagnóstico da alergia alimentar é de difícil precisão e feito sempre sob orientação médica. O método  mais utilizado é o de abolir o consumo dos grupos alimentares suspeitos por um período de tempo determinado e depois voltar a incluí-los na alimentação e observar o aparecimento dos sintomas. Outro exame típico é o teste sensibilidade cutânea, além da análise minuciosa do histórico clínico do paciente.

Tratamento: a cura definitiva para a alergia alimentar crônica não existe, sendo assim, o tratamento consiste na exclusão dos alimentos que teem na sua composição a proteína da qual se tem alergia. A utilização de remédios antialérgicos combate apenas os sintomas causados pela alergia. O que é pertinente ressaltar é que algumas alergias alimentares não são crônicas, ou seja, o indivíduo com o passar dos anos pode então não apresentar mais a sensibilidade a determinado tipo de alimento.

Em alguns casos  também é possível, consumo da proteína no seu modo alterado, onde a alteração é feita no seu processo industrial ou através da cocção caseira, essa é uma tática mais utilizada nos casos dos vegetais e frutas.

Intolerância Alimentar

No caso da intolerância alimentar a resposta exagerada do organismo não é feita através do sistema imune. Muitas vezes a intolerância é causada pela produção insuficiente ou ausente do organismo de enzimas digestivas. O exemplo mais comum é a intolerância ao leite de vaca, quando o organismo não produz quantidades suficientes da enzima lactase para a metabolização do açúcar do leite, a lactose.

Os alimentos mais freqüentemente causadores de intolerância são: o glúten, a lactose, frutos do mar, corantes, conservantes e intensificadores de sabores.

Sintomas: os sintomas apresentados pela intolerância alimentar são semelhantes aos da alergia alimentar como: diarréia, cólicas abdominais, náuseas e vômitos.

Diagnóstico: o diagnóstico da intolerância alimentar é geralmente feito a partir de um levantamento clínico do paciente, incluindo freqüência alimentar, exame físico, testes  bioquímicos e imunológicos.

Tratamento: o tratamento da intolerância alimentar consiste na exclusão dos alimentos dos quais há intolerância. É importante fazer a reposição dos nutrientes mais importantes através da substituição dos mesmos na dieta diária. Outra preocupação é a de ler no rótulo a composição do produto e verificar se existe algo que não é tolerado.

O acompanhamento pelo médico e a nutricionista é de extrema importância , tanto na alergia quanto na intolerância alimentar, para um tratamento correto e consequente ganho na qualidade de vida do paciente.

Fonte:  ANutricionista.Com - Tania A. Mesquita de Oliveira - CRN4 007100680

Galeazzi, Antonia M.; Martins, Myrian T.S. ;Alergia alimentar: considerações sobre o uso de proteínas modificadas enzimaticamente; Revista Cadernos de Debate, uma publicação do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da UNICAMP,Vol. IV / páginas 89-110, 1996.

Sampson, Hugh A; Food allergy. Part 1:Immunopathogenesis and clinical disorders;The Journal of Allergy and Clinical Immunology; volume 103; number 5; part 1, New York, 1999.

Niestijl, Jansen, et.al; Prevalence of food allergy and intolerance in the adult Dutch population; The Journal of Allergy and Clinical Immunology, volume 93; number 2 New York, fev.,1994.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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