A verdade sobre o Café

por Nutricionista Daniela Mendes Tobaja - CRN3 27602

CAFÉ

O café é uma das bebidas mais apreciadas no mundo e ao contrário do que muitos pensam, a sua composição vai muito além da mais conhecida cafeína. Estima-se, que o grão de café torrado contenha mais de 2000 compostos químicos (destaco a presença de ferro, zinco, potássio, magnésio, aminoácidos, proteínas, gorduras, açúcares entre outros). Esta composição pode  variar de acordo com a espécie do café (arábica é a mais comum e a robusta é a mais rica em cafeína), qualidade do grão, tipo de processamento, grau de torra e moagem, modo de preparo (filtro, expresso, cafeteira, fervida, etc.) e a quanto tempo ele foi preparado.

Dentre os benefícios, o tradicional cafezinho pode melhorar a energia,  sonolência, cansaço, capacidade de concentração, além de estar associado a prevenção da doença de Parkinson, Alzheimer, cálculos renais, diabetes tipo 2 (sendo o mais recomendado o café descafeinado), depressão, asma (devido ao seu efeito broncodilatador) e cirrose, principalmete cirrose alcoólica.

No entanto, embora necessários mais estudos, autores indicam uma relação do café com o aumento do risco de doenças cardiovasculares (devido ao aumento da homocisteína).

Provavelmente, você já deve ter ouvido relatos de pessoas que se tornaram dependentes do café. Mas isso é real? De certa forma sim. O café apresenta um risco de dependência relativamente baixo, quando comparado a outras drogas, mas a sua interrupção pode gerar sintomas de abstinência como dores de cabeça, sonolência, depressão, ansiedade, irritabilidade, dores musculares entre outros.

Devo alertar, em primeiro lugar, aos compulsivos por café que este deve ser ingerido somente até 15 minutos após o seu preparo e a recomendação máxima é de 5 xícaras de café por dia.

Em segundo lugar, o café, principalmente o cafeinado, não é recomendado para quem tem gastrite ou ulcera,  distúrbio de ansiedade, hipertensos, anêmicos, adultos de idade avançada que não consomem cálcio e Vitamina D em quantidades adequadas, ou para quem tem sintomas como taquicardia, tremores, insônia, azia, náuseas e dor de cabeça.

Atenção para quem tem o colesterol alto, o café fervido e não filtrado é responsável pelo aumento do colesterol. Já o café filtrado não apresenta este aumento, pois a parte lipídica (o cafestol  e o kahweol) fica retida no filtro. A dose máxima de cafezinho expresso é de 3 xícaras pequenas por dia.

Fonte:  ANutricionista.Com - Daniela Mendes Tobaja - CRN3 27602 - Nutricionista em Piracicaba.

Alves R. C., Casa S., Oliveira B. Benefícios do café: mito ou realidade? Química Nova. v.32; nº8; São Paulo, 2009.
Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.
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